sábado, maio 28, 2005

Turbilhão

Estive para te deixar. Ou pior do que isso, estive para sufocar a tua existência. Quis por tudo, num querer sincero, largar-te na imensidão de um esquecimento gradual. E foi por tão pouco que não te matei! Por tão pouco.
E foi então que me detive. Que era isso que eu queria? Como podia eu ter posto sequer a hipótese de atirar para o vazio a existência que me acolhe as emoções? Tu és a minha sombra. Esquecer-te é deixar de ser quem sou. É matar a luz do sol que me projecta sobre a terra. Não, não te vou matar. Vou fazer-te viver ainda mais. Vou-me deitar contigo e afagar-te com palavras e sentimentos indiziveis. Quero que saibas que ainda é em ti que confio. Ainda és tu o meu ombro.

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