Turbilhão
Estive para te deixar. Ou pior do que isso, estive para sufocar a tua existência. Quis por tudo, num querer sincero, largar-te na imensidão de um esquecimento gradual. E foi por tão pouco que não te matei! Por tão pouco.
E foi então que me detive. Que era isso que eu queria? Como podia eu ter posto sequer a hipótese de atirar para o vazio a existência que me acolhe as emoções? Tu és a minha sombra. Esquecer-te é deixar de ser quem sou. É matar a luz do sol que me projecta sobre a terra. Não, não te vou matar. Vou fazer-te viver ainda mais. Vou-me deitar contigo e afagar-te com palavras e sentimentos indiziveis. Quero que saibas que ainda é em ti que confio. Ainda és tu o meu ombro.
O seu a seu tempo
Há quem anseie e deseje saber do futuro. Eu, contudo, só de imaginar o que ele me reserva tremo por dentro. O presente chega-me.
Cresce-se e esquece-se.
O melhor do mundo, diz-se com razão, são as crianças. O pior do mundo, afirmo sem medos, é a frequência com que nos esquecemos disso.
The chain has arrived
O senhor Pedro Camargos lançou-me o repto e eu, obviamente, aceitei-o. Mas não o voltes a fazer, ok?
1- Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
É pá, sinceramente! Um livro...? Acho que vou passar ao lado desta.
2 - Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por algum personagem de ficção?
Pela Catwoman (miauuuu), pela Lois Griffin, hummm, acho que é melhor ficar por aqui... (minimizar a humilhação)
3 - Qual foi o último livro que compraste?
Acho que foi "Aristóteles e a justiça poética" de Margaret Doody
4 - Qual foi o último livro que leste?
"Memórias de um Pinga-Amor" do genial Groucho Marx
5 - Que livro estás a ler?
"Tanto que eu não te disse" de Marta Gautier
6 - Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Não faço a mínima ideia. Provavelmente os primeiros 5 que encontrasse à minha frente e que nunca tivesse lido. Se bem que o mais certo era inclinar-me para revistas temáticas (Playboy, Hustler, ...)
7 - A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Ora bem... deixa lá ver... pode ser ao PNV, ao Fritz e à J.P.. Sem razão que não seja a de despachar isto a mais alguém. Se bem que confesso estar em pulgas para ver as respostas do PNV. Embrulha.
Sementes de solidão!
Um dia, quando junto a esta árvore restarmos apenas nós os dois, vais-me questionar porque não partilhamos nós a doçura dos seus frutos. E eu responderei perguntando-te "porque nunca te lembraste disso antes?".
Sabes, a solidão alimenta-se do hábito...
Uma nova funcionalidade
Há algum tempo que vinha pensando nisto e hoje decidi pôr a ideia em prática. Assim, a partir de hoje, também podem comentar sobre livros aqui neste blog. Para isso basta procurarem a "Biblioteca" na barra lateral, imediatamente após o "Livro de Visitas". Aí poderão comentar o livro que esteja em leitura ou os que estiverem na Estante onde um novo livro será adicionado semanalmente. Por enquanto a Estante está vazia. E há um motivo para tal. O primeiro livro nascerá da primeira sugestão que lá for deixada (algo que poderei repetir). Espero que tenham gostado da ideia e, já agora, vão participando.
Um abraço.
Idos
Deixem morrer os mortos. Deixem escorrer o sangue que se esvai dos seus corpos frios. Permitam-lhes esse tanto e não sejam agora, no depois das suas mortes, aquilo que nunca foram durante as suas vidas. Não expiem os vossos pecados na morte desses desconhecidos. Deixem que se vão da mesma forma como por cá andaram. Deixem que a culpa dessas mortes inglórias recaia sobre vós, mais do que a usem para as vossas cínicas auto purificações. Afinal, trata-se da morte dos outros, não da vossa purificação!
Outras paragens
Meus amigos, agora também me podem encontrar aqui, num contexto completamente diferente, onde descarrego o stress e carrego as baterias. No entanto continuarei a escrever no Aparências como tenho feito até hoje.
Um abraço.
Stress ?
Varrem-se-me os nomes e as memórias, limpam-se-me os momentos e os rostos e, no entanto, eu continuo por aqui, deambulando entre esquecimentos. Mas por que raio terá de ser tudo tão passageiro?
Bolas para a volatibilidade da mente.