terça-feira, abril 12, 2005

Há-de sempre chover (II)

Especado em frente à janela, Z indaga-se sobre o destino de Eva. Faz tanto tempo que ela desapareceu por entre aquela chuva! Para onde terá ido?
Pela sua cabeça passam milhares de imagens. Quase todas elas lhe causam medo, angústia e até repúdia. E depois há esse pressentimento que lhe causa um arrepio na espinha. Ela esconde-lhe algo, está seguro disso. Existe um segredo qualquer que se esconde dele, teimosamente, para lá da cortina de chuva. Se ao menos soubesse o quê!
Entretanto, enquanto Eva não regressa, limita-se e atrofia-se à mercê das imagens que correm livres na sua imaginação. Uma delas há-de estar certa mas ele talvez nunca o venha a descobrir. Bem vistas as coisas, Z sabe que uma palavra de Eva bastará para que ele se arrependa dos seus pensamentos. Mesmo que seja uma dessas que soam a mentira...

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