Ego
De imediato procurou corrigir o seu erro. Mas ele não lhe aceitou as desculpas. Num tom seco e mal medido atirou-lhe as intenções para um fundo lamacento. Talvez esperasse vê-la gatinhar por entre o sujo que lhes segura os pés. Sim, talvez! Um sincero desculpar não lhe bastava. Precisava de a ver deitada sobre a lama, chapinhando nesse lodo de humilhação, como se esse fosse castigo obrigatório. Um mero pedido de desculpas não o faria sentir-se melhor.
Ela olhou-o, atónita, ciente do último olhar que trocavam e partiu, deixando-lhe a ele novas culpas.
E pensavam que se conheciam...

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