terça-feira, janeiro 25, 2005

... mudam-se as verdades!

Lembrei-me hoje, a caminho de casa, dos meus sonhos de criança. Dos planos e histórias que concebia no aconchego da minha cama. Das mil e uma facetas de uma mesma vontade, a de ser o que ainda não imaginara. Noite após noite só o actor se mantinha. Tudo o resto era diverso, invariavelmente diferente. Como era bom esse tempo. Eram apenas sonhos e histórias. As expectativas, em todo o seu conceito abstracto e dilacerante, não tinham lugar nessa vida. Era aquilo, sem tabus, sem porquês ou lógicas inibidoras. Nesse tempo chamava-lhe de brincar aos sonhos, hoje chamo-lhe de conto de fadas.

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