domingo, janeiro 02, 2005

Indultos

O homem grande dos mortais balbuciou uma indulgência qualquer e logo todos regozijaram com a sua generosidade. Como é bom e compassivo este homem do chapéu estranho, impressionava-se aquela gente. Vejam como ele perdoa aos iníquos e ama aos odiosos, continuavam por entre a balbúrdia de vozes que se entrelaçavam.
Mas já X, a quem esse indultado roubou a preciosidade de meia vida, tinha feito o mesmo. No entanto a ele chamaram-no de louco e desmiolado. Não se perdoa a quem nos mata o amor, acusaram.Ainda assim X prosseguia o seu caminho como se nada fosse pensando, de si para si, sobre o que saberia aquela gente do amor...

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