segunda-feira, dezembro 20, 2004

Céus escuros

Suplico por dias de chuva. Anseio por nuvens carregadas que lavem esta terra. Dia e noite, no silêncio da minha voz, rogo ao grande Deus por um pouco das suas lágrimas. E digo-lhe que chore, nem que por uma só vez, sobre o tecto que me abriga. Que faça deste pó, lama, e destas ruas, água. E que leve, sim, que leve na enxurrada das suas lágrimas o lume que nos obriga a este calor insustentável. Deito-me, suplicante, escondendo a esperança que morre aos poucos pelas manhãs...

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