São os outros...
Mais do que nunca é hora, agora, de vender o corpo e alugar a alma. Mais do que nunca urge saltar para fora, sem demora, fugir das sombras e correr para longe. Mais do que nunca é altura, e bem dura, de sentir o medo e provar o receio.
Não é a razão que fala, não são estas as palavras que ela diz. É o pavor, a raiva e a ira de quem se perdeu. Não foste tu e também não fui eu. Mas foi alguém, sempre alguém, que há e existe, aqui ou ali, movido por algo que se assemelhe a demência, sim, a doença dos Homens por excelência.
Não pactuo e não creio nessas palavras mas elas ecoam pelo ar. Correm com o vento e nadam pelo mar. Só procuram ouvidos que as ouçam sem razão. Eu e tu, sabemos que não somos, mas outros há que não. Outros servem essas palavras nos seus pratos e fazem delas um alimento, um triste e sádico sustento.
Mais do que nunca é verdade, adjectivo sem piedade, que há quem morra sem viver e viva sem querer. Mas não sou eu e não és tu, que nós vivemos com prazer! São os outros, sempre os outros, os que ainda mal conhecemos e dos quais já nos esquecemos.

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