O estado de (des)graça!!!
Pois é. É a política outra vez, ou melhor, a face desavergonhada de um certo político que por acaso, apenas e só por acaso, nos calhou na rifa como primeiro ministro. É óbvio que escrevo de Pedro Santana Lopes que, em boa verdade se diga, nada fez para merecer um cargo que lhe foi legado por sucessão, como se isto fosse uma monarquia. Pois bem, se é verdade que o actual primeiro ministro nada fez para justificar esta meteórica ascensão, não é menos verdade que agora, de rabo bem assente na cadeira do poder, pouco ou nada tem feito para explicá-lo. Bem pelo contrário. O facto é que a sua ainda curta experiência como P.M. se tem caracterizado por simples exercícios de retórica e ainda assim cheios de erros, digamos, gramaticais. E nem vale a pena enumerá-los aqui pois estou certo que não haveria ninguém com a paciência exigida para se dar ao trabalho de os ler a todos. Mas há pelo menos um exemplo bem característico daquilo que representa o nosso primeiro ministro que eu não poderia deixar passar em claro. É que ontem, num jantar, ou numa festa, não sei bem o que era, mas sei que era do agrado de Santana Lopes, o nosso P.M. achou que tinha toda a legitimidade para exigir do povo português o estado de graça que, disse ele, todos os executivos merecem. Senhor primeiro ministro, os estados de graça alcançam-se com trabalho, com políticas económico-sociais que vão de encontro às necessidades de um povo, e não com pedidos descabidos de quem até ao momento só tem revelado uma total inaptidão face ao cargo que preenche. Mais, um estado de graça é a forma de um povo eleitor, na sua maioria, mostrar ao governo o seu contentamento pelo trabalho desenvolvido. Não acha por certo que o merece, ou acha!? Eu por mim lhe digo, não é com a sua política, onde um acessor de imagem (?) ganha cerca de 10.000 euros por mês enquanto a economia do país se vai deteriorando, que conseguirá o tão desejado estado de graça. Mais ainda, ser primeiro ministro não é um jogo, não é como ir à noite ao Casino tentar a sua sorte. É o destino dos portugueses que está em jogo. Enquanto não o entender não há moral que o assista para pedir estados de graça. Ganhe um pouco de vergonha na cara. A sério.

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