quarta-feira, outubro 27, 2004

Lusitanismos

Nascemos da persistencia mas vivemos em constantes suspiros. Desbravámos presente e futuro pela vontade e insistência mas acomodamo-nos a glórias passadas, a momentos de saudosismo. Assim somos, eternos sonhadores, poetas ansiando um futuro que já foi presente mas que há muito passou. De pena na mão, em cada um desses que escreve, vão-se debitando as palavras que a bem e a mal, pelo sim e pelo não, descrevem este povo que é bravo e manso, empreendedor e acomodado, sonhador e desesperado. Entretanto as lágrimas continuam a chover e os sorrisos a raiar. Os desejos não cessam de medrar nem os medos de crescer. E de mar em mar, de terra em terra, lá vai este povo andando e navegando, de rumo virado para os sonhos de sempre. Talvez que fosse hora de sonhar com o que nunca houve...

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