quinta-feira, setembro 02, 2004

Os abortos que odeio...

Odeio abortos. Não os que se fazem mas aqueles que ficaram por fazer. Odeio as suas deformações. Não as motoras ou mentais, mas as de carácter. Irrita-me a forma como se arrastam entre nós, movidos por uma arrogância desmedida e uma soberba incompreensível. Odeio o pseudo-intelectualismo bacoco dessas bestas ignóbeis. Mas mais que tudo odeio os trilhos que percorrem, as palavras que dizem e os cheiros que emanam. Sim! Odeio esses abortos reinantes por princípio porque prezo a vida bem vivida. Porque prezo a verdade sobre a mesquinhez, porque admiro o bom carácter e odeio a perfidez. Porque a vida só faz sentido se vivida com dignidade e respeito. Odeio abortos, já disse. Não os que se fazem, mas os que ficaram por fazer. Odeio abortos, mas são os que ignoram o real valor da vida os abortos que odeio e não os que a procuram. E porque para bom entendedor meia palavra basta... há "Portas" que ainda estão por abrir.

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