Os abortos que odeio...
Odeio abortos. Não os que se fazem mas aqueles que ficaram por fazer. Odeio as suas deformações. Não as motoras ou mentais, mas as de carácter. Irrita-me a forma como se arrastam entre nós, movidos por uma arrogância desmedida e uma soberba incompreensível. Odeio o pseudo-intelectualismo bacoco dessas bestas ignóbeis. Mas mais que tudo odeio os trilhos que percorrem, as palavras que dizem e os cheiros que emanam. Sim! Odeio esses abortos reinantes por princípio porque prezo a vida bem vivida. Porque prezo a verdade sobre a mesquinhez, porque admiro o bom carácter e odeio a perfidez. Porque a vida só faz sentido se vivida com dignidade e respeito. Odeio abortos, já disse. Não os que se fazem, mas os que ficaram por fazer. Odeio abortos, mas são os que ignoram o real valor da vida os abortos que odeio e não os que a procuram. E porque para bom entendedor meia palavra basta... há "Portas" que ainda estão por abrir.

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