segunda-feira, setembro 13, 2004

Da loucura!


Escasseiam-me as palavras que justifiquem este medo constante, esta paranóia asfixiante. Não encontro os termos para esta fobia delirante. Não sei o que, nem como, nem por que dizer o que me consome. Apenas sinto essa fome voraz dilacerar-me as entranhas. Resta-me este espectáculo masoquista de contorções sucessivas, de dores inefáveis e angústias repressivas. E eu nem me consigo queixar. Não há sequer a vontade de expressar um sentido ai, ou um inocente ui, que deixe ao mundo a ideia de uma qualquer dor cíclica, continuamente reciclada, e que me remete para os recônditos da mente. Talvez porque não seja realmente dor mas antes um prazer proibido da alma que a razão, longe de o desconhecer, se obriga a censurar. Não sei o que é, repito-me, escasseiam as palavras justificativas de um medo, ou fobia, ou paranóia ou lá o que seja, que respira comigo como se fosse eu, ou como se o tentasse ser. Talvez seja porque o sentimento é deveras forte, imensurável, pelo que não há espaço, nem tempo, nem vontade para as palavras. E as que saem não são mais do que vómitos dessa agonia constante…

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